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Água viva que gira a roda

roda que gira a água de vida

que leva energia, que mói o trigo

desse pão nosso de cada dia

Mãos que trabalham, mãos que resfriam

na água que flui pelos rios da vila

mães que se banham e banham os filhos

que lavam a roupa e os protegem do frio
Na madrugada sem nascer o sol ainda

navegantes das águas já estão na lida

é o fruto do mar que sacia a fome

nutrindo a saúde, renovando a vida

Vejo ao longe seres errantes

caminhando sem rumo, procurando em vão

a água que banha, que nutre e mata a fome

da mulher, da criança, do homem que já não são.

A revista da FAPESP divilgou uma entrevista sobre dengue com especialista da área. Leia e confira.

Além da água parada      27/05/2008

Agência FAPESP – Mais um ano, mais uma epidemia de dengue em diversos estados do país. No Rio de Janeiro, os números têm impressionado, com mais de cem mortes e um total superior a 150 mil casos desde janeiro. Apenas na capital, foram mais de 80 mil casos.

Em São Paulo, a preocupação maior é em relação ao crescimento do número de casos em cidades do interior. Em Mogi-Guaçu, por exemplo, foram confirmados 270 casos no primeiro trimestre do ano, número próximo do total de registros da doença na cidade em todo o ano passado (288 casos). Araraquara teve cerca de mil casos até abril – em todo o ano passado, foram 355.

Enquanto se discutem os motivos que levaram o problema a tamanha dimensão, Márcia de Freitas Lenzi, tecnologista sênior do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz, aponta que culpar a população pela epidemia de dengue é, em parte, uma saída política para justificar a falha no planejamento e execução das ações de controle e assistência.

Em tese de doutorado intitulada As invisibilidades da dengue: um olhar sobre suas representações em uma favela do município do Rio de Janeiro – retratos de uma vulnerabilidade, Márcia analisou a doença a partir do comportamento da população e da qualidade da informação sobre a prevenção a ela oferecida.

A pesquisa para a tese foi desenvolvida junto a um grupo de moradores do Complexo de Favelas de Manguinhos, localizado em uma das regiões da cidade do Rio de Janeiro com maior foco da doença.

Depois de analisar os folhetos distribuídos nas últimas campanhas de combate à dengue e o conhecimento que esses moradores tinham sobre a doença, a pesquisadora constatou que, apesar do conjunto de dados divulgados sobre a endemia, não houve preocupação, por parte dos órgãos governamentais, em saber que informações são mais ou menos conhecidas, como elas são recebidas pelo público e quais as dificuldades para colocá-las em prática ou passá-las adiante.

Embora existam dezenas de pesquisas sobre o vírus e o vetor da dengue, ainda são poucos os estudos comportamentais relacionados à endemia. Em entrevista à Agência FAPESP, a autora do trabalho fala sobre a responsabilidade do governo em gerir informação e educação em saúde e do papel da população no processo de prevenção, e alerta para o uso indevido de medicação.

Agência FAPESP – Quais são as principais causas que podem ser atribuídas por conta de diversos locais do país terem que enfrentar nova epidemia da dengue?
Márcia Lenzi – Existem vários aspectos a serem considerados. A culpabilização da população é, em parte, uma saída política para justificar a falha no planejamento e execução das ações de controle e assistência. Pode-se perceber que existem vários aspectos que dificultam a participação efetiva da população no combate à dengue, como, por exemplo, a falta de informações importantes para compor um cenário realista sobre a doença e também fatores sociais graves, como baixo nível de escolaridade.

Agência FAPESP – Isso foi verificado no local em que a senhora pesquisou, o Complexo de Favelas de Manguinhos?
Márcia Lenzi – A região que investiguei apresenta um índice de analfabetismo de 18%. Ali, o fornecimento de serviços básicos como água e coleta de lixo é ineficiente. Acredito que culpa não é o termo a ser aplicado, mas sim responsabilidade e parceria. Entretanto, para isso, é necessário criar condições possíveis para uma participação efetiva da população nesse processo, por meio de informações bem planejadas e constantemente divulgadas, principalmente no período de baixa incidência. Com isso, seria possível construir um processo educativo, aliado sempre a ações de controle por parte das secretarias municipais.

Agência FAPESP – As informações veiculadas pelas campanhas são sempre centradas no cuidado com os reservatórios domiciliares. Praticamente toda a população sabe que se deve ter cuidado com a água parada, senão o mosquito prolifera. Apesar disso, todos os anos há alta incidência da doença. De que outras informações a população carece?
Márcia Lenzi – Posso citar, como exemplo, a ligação que se faz entre o mosquito e ambientes insalubres ou de mata. As pessoas acreditam que em ambientes limpos não há a reprodução de mosquitos, ou seja, elas pensam que uma casa bem cuidada dificilmente teria Aedes aegypti. A falta do conhecimento sobre o ciclo do mosquito – sua reprodução em água limpa, de larva até o estágio de alado – poderia ajudar a esclarecer esse aspecto. Qualquer grupo sabe de cor as informações veiculadas pelas campanhas, que são centradas no cuidado com reservatórios domiciliares desde 1986, quando ocorreu a primeira epidemia no Rio de Janeiro, causada pelo vírus de tipo 1. Porém, existem subjetividades importantes que precisam ser trabalhadas nas campanhas, para tornar as informações mais efetivas.

Agência FAPESP – Sua pesquisa também destaca a importância do uso correto de medicação.
Márcia Lenzi – Sim. Outro grave problema é a banalização do paracetamol, constantemente citado como ideal para tratamento da dengue e tomado sem prescrição médica, sem conhecimento dos desdobramentos que esse tipo de atitude possa ter. Em relação à febre hemorrágica de dengue, também não existe informação suficiente para a população. Deveria haver, por obrigação, alertas sobre os sintomas de risco, o que poderia salvar vidas. No estudo, a população somente caracteriza a dengue como hemorrágica se houver perda visível de sangue ou hemorragia.

Agência FAPESP – Qual o papel do Estado no processo de informar e educar?
Márcia Lenzi – Não há estudo avaliativo sobre o tema “informação e educação” que componha qualquer ação preventiva relacionada a endemias existentes no Brasil. Na mídia, podemos observar, esporadicamente, campanhas de prevenção à Aids e à dengue, que são as mais veiculadas. Entretanto, não se sabe que tipo de informação vai mais ao encontro das representações que a população tem sobre essas doenças. O Estado tem a obrigação de garantir acesso aos serviços de saúde e à informação, permitindo que o cidadão tenha conhecimentos sobre etiologia, sintomatologia, tratamento e formas de prevenção.

Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro

CPFL e a rodadágua

Hábitos do consumidor podem evitar aumento
da conta de energia durante o inverno
 

A utilização de aparelhos como aquecedores de ambiente, torneiras elétricas, secadoras de roupas, secadores de cabelos e do chuveiro com a chave no modo “inverno” podem encarecer a conta de energia elétrica nos meses de inverno. Os equipamentos que utilizam a energia para gerar calor têm potência maior e consomem mais.

O chuveiro, por exemplo, é o campeão de consumo residencial e representa de 25% a 35% da conta de luz de uma família. Ao utilizá-lo, com a chave no modo “inverno”, o acréscimo no consumo é de cerca de 30% com relação ao modo “verão”. “Além disso, no inverno, o tempo de permanência no banho normalmente aumenta, o que demanda mais energia. O ideal é que as pessoas mantenham um equilíbrio no tempo do banho o ano todo”, diz Wilson Maldonado Júnior, gerente regional da região sudeste da CPFL Paulista.

Como usar a chave do chuveiro no modo “verão” é desconfortável, no frio, assim como abrir mão de aquecedores e torneiras elétricas, a CPFL Paulista recomenda que o consumidor se esforce para compensar a utilização desses itens, adotando hábitos e soluções ligadas à iluminação da casa e alguns eletrodomésticos.

Dicas para economizar energia elétrica

Iluminação
A iluminação representa de 15% a 20% do valor da conta de energia.

- Nos banheiros, cozinhas e lavanderias, substituir lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que consomem menos energia, iluminam mais e duram até 10 vezes mais;
- Nas salas e quartos, usar lâmpadas 127 ou 220 volts compatíveis com a voltagem da rede da CPFL.
- Evitar acender luzes durante o dia, usar a luz do dia.

Eletrodomésticos

Na hora de comparar um aparelho, verifique se o equipamento tem o selo de eficiência INMETRO/PROCEL.

Chuveiro
O chuveiro é o equipamento que mais consome energia em uma residência. Ele contribui com 25% a 35% do valor da conta de luz.

- Nos dias quentes, colocar o chuveiro na posição “Verão”.
- Deixar o aparelho ligado somente o tempo necessário para o banho.

- Limpar periodicamente os orifícios de saída de água do chuveiro.
- Nunca reaproveitar uma resistência queimada. Isso provoca o aumento do consumo e coloca a segurança dos usuários em risco.

Geladeira
A geladeira é o segundo equipamento que mais consome energia em uma residência. Ela contribui com 25% a 30% do valor da conta de luz.

- Nunca usar a parte traseira para secar panos ou roupas. Hábito comum no inverno.
- Instalar a geladeira longe do fogão, estufas e raios solares.
- Ajustar o termostato de acordo com o manual de instrução.
- Manter as borrachas de vedação em bom estado.

Ferro elétrico
O aparelho representa de 5 a 7 % do valor da conta de luz.
- Acumular o máximo de peças para ligar o ferro o mínimo de vezes.
- Começar a passar a roupa sempre pelos tecidos que exigem temperaturas mais baixas. Ferros automáticos têm indicadores de temperatura para cada tecido.

Televisor
O televisor representa de 10 a 15% do valor da conta de luz.
- Evitar deixar o aparelho ligado sem necessidade.
- Cuidado para não dormir com a TV ligada.

Máquina de lavar roupas
A máquina de lavar roupas representa de 2% a 5% do valor da conta de luz.
- Ligar a máquina somente quando estiver com a capacidade máxima de roupas.
- Limpe freqüentemente o filtro da máquina.

Veja na tabela co consumo médio de alguns produtos

Aparelhos Elétricos
Potência Média/Watts
Dias Estimados
Uso/Mês
Média Uso/Dia
Consumo médio mensal (kWh)
Ar condicionado 7.500 BTU
1.000
30
8h
120,0
Chuveiro Elétrico
3.500
30
40 min
70,00
Ferro Elétrico
1.000
12
1h
12,0
Forno Microondas
1.200
30
20 min
12,0
Geladeira 2 portas
300
-
-
80
Lâmpada Fluorescente Compacta 15W
15
30
5h
2,2
Lâmpada Incandescente 60W
60
30
5h
9,0
Lavadora de Roupas
500
12
1h
6,0
Secador de cabelos
1.400
30
10 min
7,0
Secadora de Roupas
1.000
8
01h
8,0
TV em cores 30’’
90
20
5h
13,5

Sobre a CPFL
A CPFL Energia é a maior empresa privada do setor elétrico brasileiro e atua em três segmentos: distribuição, geração e comercialização de energia. Na distribuição atende 6,3 milhões de clientes em 569 municípios, distribuídos pelos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. Na comercialização, tem 23% do mercado livre brasileiro. Na geração, a holding controla empreendimentos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Tocantins e Minas Gerais.  Seu parque gerador é composto por 33 PCH´s (pequenas centrais hidrelétricas) e tem participação em oito Usinas Hidrelétricas. Atualmente sua capacidade de geração de energia está em 1.588 MW devendo alcançar 2.174 MW até 2010 quando todas as usinas estiverem em operação. A CPFL Energia tem ações negociadas no Novo Mercado da Bovespa e na Bolsa de Valores de Nova Iorque, dois dos ambientes do mercado de capitais com o mais alto grau de governança corporativa. Seu faturamento bruto em 2007 foi de R$ 14,2 bilhões.

CPFL Paulista
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O acesso regular à água potável e segura tem causado preocupação, principalmente em países em desenvolvimento e, mais enfaticamente em áreas periurbanas, que abrigam a população socialmente excluída. O objetivo deste trabalho é abordar questões de acesso à água em regiões periurbanas e para tanto foi realizado levantamento bibliográfico nas bases de dados Pubmed, Medline e SciELO assim como relatórios da OMS, OPAS, IBGE e Ministério das Cidades. A falta ou a precariedade do acesso à água representa situação de risco que propicia aumento da incidência de doenças infecciosas agudas e da prevalência de doenças crônicas. O estabelecimento do grau de acesso à água de qualidade considera fatores como distância e tempo percorrido até a fonte de água, volume coletado, demanda atendida e nível de prioridade de ações de intervenção. Na qualidade da água, consideram-se como fatores de impacto o manuseio – maneira como ocorre a coleta, o transporte, o armazenamento e o uso –, a presença de patógenos nas fontes e as práticas rotineiras da população. A determinação da presença de patógenos nas fontes evidencia o risco à saúde e a identificação do agente etiológico indica a origem da contaminação. O caminho para reverter esse cenário é a implementação integrada de políticas públicas de gestão, que envolvam ações conjuntas e ajustadas nos setores de desenvolvimento urbano, habitação, saneamento e saúde e que visem à promoção e à proteção da saúde da população local e ao enfrentamento da complexidade de fatores que evidenciam sua vulnerabilidade.

Extraído de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902008000100003&lng=pt&nrm=iso (veja neste link o artigo na íntegra) 

O que os olhos não vêem, o coração não sente. Essa é ainda a relação mais comum do homem com o lixo que ele próprio produz e que, em geral, é disposto bem longe do campo de visão da maioria, em aterros e lixões. Para a sociedade, fazer a sua parte é colocar o lixo num saquinho na porta de casa a fim de que ele desapareça “como num passe de mágica”, na analogia de Aruntho Savastano Neto, assessor executivo da Diretoria de Controle de Poluição Ambiental e gerente de Normatização de Ações de Controle da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). A companhia controla, fiscaliza, monitora e licencia as atividades geradoras de poluição dos municípios do estado de São Paulo. A tarefa é gerenciar nada menos do que 30 mil toneladas de lixo por dia. E diante da escassez de aterros e dos problemas ocasionados pelo acúmulo de lixo, como proliferação de doenças e contaminação do solo e das águas subterrâneas, o engenheiro fala da importância da preocupação da sociedade com o lixo gerado por ela mesma e prega o conceito dos três “erres”: reduzir, reutilizar e reciclar. É essa a proposta do Lixo Mínimo, programa do governo que visa, através do reaproveitamento, minimizar a geração de lixo.

Labjor – A Cetesb estima que o Estado de São Paulo produza cerca de 28 mil toneladas de lixo urbano por dia. Como é feita essa estimativa?

Aruntho – De fato, estimamos que o Estado gere essa quantidade, da ordem de 28 a 30 mil toneladas de lixo por dia. Nem todo município pesa seu lixo; então há município que pesa e sabe exatamente qual é o seu volume gerado e há aquele que não sabe. Para realizar essa avaliação, faz-se uma estimativa do lixo gerado em função da população obtida pelo senso do IBGE e se aplica uma taxa de produção diária por habitante sobre a população daquele município, e assim chegamos nesse valor estimado de 28 a 30 mil toneladas. O valor real pode ser um pouquinho maior, um pouquinho menor, mas o que interessa não é exatamente o número matematicamente preciso do volume gerado e sim como esse lixo é disposto.

Labjor – A Cetesb alerta que tanto a falta de tratamento desse lixo quanto a sua disposição final inadequada podem gerar problemas como a disseminação de doenças, a contaminação do solo e das águas subterrâneas e superficiais e a poluição do ar pelo gás metano. De que forma esses problemas podem ser evitados?

Aruntho – Esses problemas são evitados com a disposição adequada do lixo. Cabe à Cetesb o controle da poluição ambiental e a orientação aos municípios, mas a responsabilidade pela coleta e disposição final é municipal. E, dos 645 municípios do estado, nós ainda temos 143, segundo o Inventário Anual de Resíduos Sólidos Domiciliares de 2006, que dispõem de forma inadequada o seu lixo. E o que é inadequado e adequado? O Inventário, elaborado e publicado anualmente pela Cetesb, é construído a partir de um formulário com mais de 100 itens. Nós vamos ao local de disposição final do lixo – um aterro sanitário, uma usina de compostagem ou mesmo um lixão -, fazemos uma inspeção e preenchemos na hora esse formulário, atribuindo uma nota para cada um desses cento e poucos itens. Com base nessa verificação, através de uma fórmula muito simples de cálculo, nós atribuímos uma nota de zero a dez para aquele local. E dentro dessa faixa, nós os dividimos em três grupos: o grupo com nota de 0 a 6 é classificado como inadequado; o de 6,1 a 8,0 é classificado como controlado; e o com nota de 8,1 a 10 é classificado como adequado. Apesar de todos os esforços do Estado, incluindo recursos despendidos, 143 municípios paulistas ainda dispõem seu lixo de forma inadequada.

Labjor – O que são aterros adequados? E o que caracteriza um lixão?

Aruntho – Aterro adequado é um aterro sanitário que observa a boa prática de um projeto de engenharia associada à boa prática de operação desse projeto. Um projeto de engenharia pressupõe uma primeira fase que é a da sua implantação, da sua execução, sendo que tem que ser observada a boa prática, a técnica, legislação e o regramento existente para aquele tipo de empreendimento. Implantado esse aterro, vem uma parte muito importante que é o da operação. Não adianta ter somente um trabalho bem executado; na hora de operar, é preciso observar as boas práticas. O aterro adequado, que é esse classificado com nota maior que 8,1, reúne essas características. Ele é bem executado, de acordo com a lei, e é bem operado também. Toda a operação é acompanhada de cuidados e de práticas que preservam o meio ambiente e preservam a saúde, tanto do pessoal que trabalha lá quanto do pessoal do entorno. Já os lixões são locais de disposição sem qualquer controle. Ou então é algum aterro que por falta de cuidado na operação vai se deteriorando até atingir uma situação de descontrole e descuido.

Labjor – E os aterros têm um tempo limitado de vida útil?

Aruntho – Os aterros têm uma vida útil, isso é evidente. Podemos fazer um paralelo com uma caixa. Um aterro sanitário nada mais é do que uma caixa onde você está jogando lixo. Por maior que seja essa caixa, uma hora ela vai estar cheia e não vai caber mais nada dentro dela. O aterro é a mesma coisa, tem seu limite que corresponde à vida útil. E ele tem um agravante: é um local onde se concentram poluentes, que podem gerar um foco de uma contaminação, em que pesem todos os cuidados com impermeabilização, com compactação do leito do aterro, com implantação de manta e de material impermeável de alta resistência, etc. Não é por outro motivo que em alguns países do primeiro mundo já se estabeleceram limites de tempo muito próximos para banir a utilização de aterros. Aqui, nós sabemos que a nossa realidade cultural, social, econômica é outra. Nós ainda vamos conviver com aterros por algum tempo. E, para alguns locais, o aterro ainda é uma solução avançada porque não há, sequer, um aterro sanitário. Então não podemos perder de vista esses horizontes e temos que procurar avançar para alcançar essas situações de mais segurança, de menor risco, que já estão sendo praticadas em alguns locais do mundo.

Labjor – Os aterros continuam poluindo e contaminando após o fim da sua vida útil?

Aruntho – Eles continuam com a possibilidade de contaminar, eles são um foco com um risco de contaminação inerente a eles. O aterro vai continuar emitindo gás metano enquanto tiver matéria orgânica se decompondo. Mas existem outras questões, como o líquido percolado [chorume, produzido pela decomposição química e microbiológica do lixo] do aterro que pode atingir o solo. É preciso pensar em quanto tempo todo aquele lixo que foi segregado no solo vai demorar para se decompor a ponto de não oferecer mais risco ao ambiente.

Labjor – Existe um controle para evitar essa contaminação?

Aruntho – Sim. Existem mecanismos de controle. O projeto de implantação de um aterro prevê mecanismos de monitoramento para que se possa acompanhar a vida útil desse aterro mesmo depois de encerrada a operação, para que se possa acompanhar o comportamento daquele local com relação às águas subterrâneas, ao solo, e tudo mais. Se indicar qualquer tipo de problema, é preciso intervir para remediar ou intervir para evitar o agravamento de alguma situação.

Labjor – De maneira geral, qual é a situação atual dos aterros no Estado de São Paulo, considerando suas condições e vida útil?

Aruntho – Estamos alcançando melhoras significativas. A Cetesb faz o Inventário de Resíduos há 11 anos. De 1997 até 2006, a situação dos municípios melhorou 12 vezes. Tínhamos uma situação muito pior no começo e fomos alcançando bons resultados.

Labjor – Quais as causas desse progresso?

Aruntho – São ações que o governo empreendeu nesse período para alcançar resultados mais favoráveis, para reverter aquele quadro existente em 1997. Nós temos atribuições específicas de controle, de fiscalização, etc, mas multas e interdições não são suficientes, porque muitas vezes você se depara com municípios que têm a boa vontade de resolver o problema, mas não conseguem, seja por falta de recursos financeiros e/ou falta de recursos humanos. Então, nós desenvolvemos uma série de trabalhos no sentido de orientar as prefeituras e estabelecemos também alguns programas específicos, como a alocação de recursos para alcançar esse avanço. Eu destacaria entre esses programas, o Programa do FEHIDRO, que é o Fundo Estadual de Recursos Hídricos, no qual que a Cetesb atua como agente técnico dos Comitês de Bacia. Os municípios vão aos Comitês de Bacia, pleiteiam recursos para implantação de aterros e essas propostas vêm aqui para Cetesb que faz uma análise técnica e emite o seu voto. Tem um outro programa que é da própria Secretaria de Meio Ambiente (SMA) do Estado de São Paulo e da Cetesb, para a implantação de aterros em vala, específico para pequenos municípios com até 25 mil habitantes. É um tipo de aterro mais simples, de mais fácil execução, de fácil operação, que o município opera isoladamente. Com pouco recurso e pouca mão de obra se implanta e opera esse tipo de aterro. Não é um modelo ideal de aterro, porém é uma situação bem melhor do que um lixão. Há um outro programa, também da SMA e da Cetesb, que é o Fundo Estadual de Controle de Poluição, em que nós alocamos recursos para os municípios para o desenvolvimento de projetos de aterros e para compra de equipamento de coleta de lixo e de operação de aterros. Então, tem uma série de ferramentas que foram utilizadas no contexto da administração pública para incentivar a melhoria das condições dos municípios.

Labjor – E quais os planos para reverter a situação dos 143 municípios que ainda dispõem seu lixo de forma inadequada? Que outras políticas e investimentos estão previstos ou em execução?

Aruntho – Foi desenvolvido um programa, que é mais recente na SMA, que é o do Lixo Mínimo, que estabelece critérios para diminuir essa inadequabilidade verificada nesses 143 municípios. Estamos nos empenhando, prestando apoio e orientação às prefeituras e, ao mesmo tempo, adotando medidas mais enérgicas, como interdição, multas diárias, etc, para forçar a reversão desse quadro. Recentemente, em novembro, foi editada a Resolução SMA 50/2007, que estabelece regras, prazos e condições para os municípios apresentarem soluções para essa situação, perante a Cetesb e a SMA. Também estamos desenvolvendo estudos para fomentar a adoção de soluções regionais para a disposição de lixo em aterros sanitários que possam receber lixo de dois ou mais municípios, porque em algumas regiões não há condição técnica nem financeira de o município operar um aterro sanitário isolado, do próprio município. É mais fácil, mais conveniente e muitas vezes até mais barato operar um aterro em consórcio ou em associação com outros municípios que atenda uma determinada região. No contexto do programa Lixo Mínimo, estamos desenvolvendo também alguns programas específicos de educação ambiental que são muito importantes no sentido de educar a população. De um lado, disponibilizamos recursos, orientação, apoio técnico, e tudo mais, mas também estamos cobrando de forma mais enfática ações dos municípios para reverter essa situação que é inaceitável do ponto de vista sanitário. No século XXI, há disposição aleatória de lixo, com pessoas e animais convivendo com esta situação.

Labjor – Segundo a SMA, o Projeto Lixo Mínimo visa reduzir a geração de lixo e estimular a reutilização e a reciclagem, oferecendo apoio técnico e financeiro aos municípios para diminuir a demanda por novos aterros sanitários, que são, nos dias de hoje, uma solução ambientalmente inadequada. A implantação desse projeto é viável?

Aruntho – Eu acredito que sim, que esses projetos ambientais estratégicos são todos viáveis. Há condição de alcançar uma situação adequada do ponto de vista de disposição de lixo. E essa prática não é difícil. É desejável que os municípios e a sociedade se preocupem cada vez mais com isso. Todos têm a ganhar. Se não diretamente, indiretamente, nós ganhamos em saúde, em qualidade de vida e tudo mais. E alguns projetos ambientais estratégicos têm pontos de tangência, são entrelaçados. Por exemplo, o Projeto do Município Verde, que estabelece e controla a liberação de recursos para municípios, está vinculado à observância de boas práticas ambientais, no que diz respeito a lixo, área verde, esgoto sanitário. Então, há um ponto de tangência muito grande com o Programa do Lixo Mínimo. Uma coisa ajuda a outra a alcançar uma situação melhor. O projeto ambiental do Esgoto Tratado também tem um ponto de tangência grande com o do Lixo Mínimo. Na verdade, são esforços do governo para alcançar uma condição melhor, que se reverta em benefício para a sociedade. Mas o principal dessa história toda é que é necessário divulgar um conceito muito simples a respeito do lixo: o lixo é gerado por todos nós, as pessoas, a sociedade tem que ter isso incorporado, introjetado. Não é mágico colocar o lixo dentro de um saquinho de plástico lá na porta da minha casa para que o lixeiro promova a remoção, como num passe de mágica. O problema é da sociedade, é gerado pela sociedade. A prefeitura, o gari, o operador o caminhão de lixo, só recolhem o lixo. Quem gera o lixo é a população. Então, nós temos que ter essa consciência a respeito dessa questão. Nós temos que ter consciência para praticar um conceito muito simples, que é o chamado conceito dos três “erres”, que é reduzir, reutilizar e reciclar. Você tem que estar preocupado dentro da sua casa, na sua mesa de trabalho, no seu escritório, enfim, no local onde você trabalha e convive em reduzir a geração de resíduo e reutilizar tudo aquilo que tiver condição de reuso. Você tem que estar preocupado em separar o lixo que você está gerando, para permitir que pelo menos uma parte dele seja reciclável, evitando, por exemplo, contaminar papel com resto de comida ou com outro tipo de sujeira que inviabilize essa reciclagem. Acho que deveríamos ter como meta procurar divulgar isso cada vez mais para introjetar esses conceitos na consciência da sociedade, para reduzir a geração de lixo e aumentar a reutilização e a reciclagem.

Labjor – Reutilização e reciclagem são coisas diferentes?

Aruntho – Tudo que vira resíduo é um recurso que se joga fora, de maior ou menor valor, mas é dinheiro jogado fora, é recurso que a sociedade perde. Tudo que você consegue de alguma forma reutilizar ou reciclar é dinheiro, é recurso economizado, é benefício que se alcança e reverte. Se você usar uma folha de papel dos dois lados, você deixou de utilizar duas folhas de papel e você economizou uma folha de papel e vai por aí afora. Então, esses conceitos têm que estar introjetados; a coleta do lixo ou a disposição final não é mágica. É um trabalho, é uma prestação de serviço que advém de um problema que nós mesmos geramos. O lixo é gerado por nós. Esse é um conceito de educação ambiental que nós também tentamos abordar no projeto Lixo Mínimo. Uma das facetas desse trabalho é despertar essa consciência, porque por mais que nós consigamos locais para a implantação de aterros sanitários adequados ou mesmo locais para a instalação de usinas de tratamento de lixo com tecnologia mais avançada até do que os aterros, você vai ter cada vez mais, se ninguém se preocupar com a redução, você vai ter sempre que pensar em locais maiores, em maiores volumes de lixo, em maiores problemas para serem resolvidos.

Labjor – Sem a participação da sociedade, a execução do projeto Lixo Mínimo é possível?

Aruntho – É possível. Quanto mais você tiver a sociedade engajada e consciente da necessidade desse tipo de programa, mais fácil executar e conseguir êxito. E mesmo que a própria sociedade não faça a reciclagem e a redução na medida em que deveria fazer, o simples fato de ela estar consciente dessa necessidade ou dos problemas que podem advir da disposição inadequada do lixo já faz com que ela pressione o poder público local a tomar uma decisão, a obter uma solução mais adequada. Isso já seria um avanço. Então a participação da sociedade é fundamental para que a alcancemos uma situação mais desejável do ponto de vista sanitário.

Labjor – O que se pode fazer para mobilizar a sociedade?

Aruntho – Uma série de medidas de caráter de educação ambiental. Nós temos uma equipe específica de educação ambiental, que é especializada nessa área, trabalhando na propositura de projetos e de ações nesse sentido. A gente vê em outros países medidas que são eficazes no sentido de promover ações efetivas da sociedade. Por exemplo, em alguns lugares você compra uma garrafa de refrigerante embalada em pet, em plástico, e, quando você devolve a garrafa no ponto de venda, recebe uma parte do valor dela de volta. Quanto mais desvinculado de alguma infra-estrutura estiver o ponto de venda, maior a devolução. Isso motiva o consumidor que compra uma água em um quiosque isolado num parque a devolver aquela embalagem no quiosque ao invés de descartá-la de forma inadequada no ambiente. São exemplos que a gente pode copiar aqui, pois são coisas que dão bom resultado.

Publicado no site do Labjor em 5 de março de 2008.

Falta dágua

Por incrível que possa parecer, às vezes, não vemos o óbvio. Deparei com uma entrevista sobre a “falta dágua” que diz coisas que poucos colocam. Embora seja de julho do ano passado, achei legal divulgar. Se você analisar, verá que temos muitos problemas em comum…

http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=425

Biota cores e sombras

Vejam que coisas mais linda!!! Pois é, eu estava lendo as notícias do site da FAPESP e me chamou  a atenção a palavra cores…

http://www.fapesp.br/expobio/

Precisamos preservar, não é?
Vale passear pelas fotos lindíssimas e alegrar os olhos e o coração.
Feliz 2008!

A roda dágua e a ANA

Pois é, a ANA (Agência Nacional de Água) está promovendo um Simpósio, em São Paulo, para falar sobre água. Achei curiosa a presença destes palestrantes: António Pedro Borges (Cabo Verde), Gabriel Luis Miguel (Angola), João António Nola (Guiné-Bissau), João Paulo Lobo Ferreira (Portugal), Justina Cruz Lima (São Tomé e Principe), Manuel Alvarinho (Moçambique). O que será que eles vão dizer? A conferir…
 Veja mais no link

http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/noticiasExibe.asp?ID_Noticia=587

A economia começa em casa

Fonte: Modificado a partir do infográfico disponibilizado pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

Vazamentos na rede

Notícia publicada pela Folha de S.Paulo revela que o País desperdiça 45% de toda a água captada para consumo. O problema é causado principalmente por vazamentos na rede. Ou seja: a tubulação está velha, precisa ser trocada.

Não adianta muito só a gente economizar. O governo precisa fazer a sua parte, investindo em tecnologia e na renovação da rede de abastecimento, que leva água à casa dos brasileiros. A água é um bem precioso, cada vez mais escasso, e precisa ser tratada com carinho!

Fonte: Folha de S.Paulo – Cotidiano – Afra Balazina, José Ernesto Credendio: Brasil desperdiça 45% da água captada para consumo (17/11/2007)

O verdadeiro vilão 

O consumidor é sempre considerado o grande vilão do desperdício de água. Pois está na hora de acabar com essa má fama e responsabilizar os verdadeiros culpados: a distribuidora de água. Isso é inaceitável, ainda mais num país em que mais de 30 milhões de pessoas não têm o privilégio de abrirem a torneira e terem água tratada.

Milhões de reais gastos com a captação e tratamento de água vão para o ralo anualmente com quase metade da água produzida para o abastecimento nas capitais brasileiras. Isso não pode continuar! Diante disso, o que faz a ANA (Agência Nacional de Águas), cuja tarefa, dentre outras, é gerenciar os recursos hídricos de forma a garantir seu uso sustentável, evitar a poluição e o desperdício e assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para a atual e as futuras gerações?

Em Nova Odessa, por exemplo, o Coden, (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa), no último dia 20, começou a Operação Caça-Vazamento, utilizando o geofone, aparelho que faz diagnóstico de vazamentos subterrâneos. Só na 1ª etapa, foram detectados aproximadamente 140 vazamentos! Imaginem quantos haverá em Campinas, cuja rede chega a 3600 km!

Toda a população deve fazer a sua parte. Todos já sabem a cartilha de cor: não se deve varrer a calçada com água, escovar os dentes ou lavar a louça com a torneira aberta, tomar banhos demorados e etc. Não podemos deixar de exigir que a SANASA faça a manutenção da rede hidráulica. Se você perceber nas obras ou nas ruas algum vazamento, acione a companhia responsável. Ligue grátis, até mesmo de um orelhão, para 08007721195 e comunique a ocorrência.

Saiu na coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo: o Governo do Estado de São Paulo, preocupado com o nível dos reservatórios de água da cidade, está lançando uma supercampanha publicitária. O tema: economia de água.

 

Fonte: Folha de S.Paulo – Ilustrada – Mônica Bergamo: Vidas Secas, 08/11/2007

 

Desperdício de água faz mal à saúde!

O portal do Ministério da Saúde (MS) adverte que “a vida começa na água e só pode continuar existindo se ela estiver presente”. E que “apesar de sabermos disso, subestimamos os benefícios de hábitos simples como beber água, tomar banho, lavar o rosto pela manhã”. Afinal, “se hoje se discute tanto a necessidade de cuidar da qualidade da água, é sempre bom lembrar o que ela pode fazer por nós”.

O MS lembra que, dentro do nosso corpo, a água tem muitas funções. A primeira é formá-lo: “um bebê recém-nascido chega a ter quase 80% de água”. Nos adultos, esse percentual cai para 60%, chegando a 50% na terceira idade. Além disso, a água regula a temperatura do corpo através do suor e elimina toxinas através da urina. É ela que permite a distribuição e o transporte de nutrientes pelo corpo e “ajuda a retirar o ácido lático, que causa a sensação de dor e fadiga dos músculos”.

E como não podemos nem existir sem a água, temos que evitar o desperdício. “Adiar o conserto de um cano com vazamento, lavar o carro com a torneira aberta e tomar banhos demorados são exemplos óbvios de desperdício de água”, alerta o MS. “Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um ser humano precisa de cerca de 50 litros d’água por dia para atender a necessidades como higiene pessoal, preparo dos alimentos e consumo. Mas no Brasil, cada pessoa consome uma média de 100 litros. Sessenta e oito por cento deste total escoa pelo banheiro”.

Fonte: http://portal.saude.gov.br/saude/

ISA e a Roda dágua

Roda dágua envolve roda de pessoas, Campanha “De Olho nos Mananciais”, do Instituto Socioambiental (ISA), vai ser lançada oficialmente no próximo dia 21 em São Paulo (saiba mais), mas desde hoje (segunda-feira, 12/11) começa a tomar as ruas da cidade – e de muitas outras metrópoles mundiais. Isso graças à parceria firmada entre o ISA e o jornal Metro, diário publicado em 21 países, distribuído gratuitamente, e que tem um público leitor estimado em mais de vinte milhões de pessoas. Em São Paulo, a tiragem diária de 150 mil exemplares é distribuída para a população paulistana em esquinas e sinais de trânsito das principais ruas e avenidas. a Campanha “De Olho nos Mananciais”, que será lançada pelo ISA na próxima semana em São Paulo, e a ´Y Ikatu Xingu, da qual o ISA é uma das organizações parceiras, foram mundialmente divulgadas nesta segunda-feira, 12 de novembro, por meio de uma entrevista concedida pela modelo Gisele Bündchen ao jornal Metro, e reproduzida em 21 países, atingindo mais de 20 milhões de leitores.

Os números não mentem!

  • No Brasil, aumentar em 1% a rede de esgoto significa evitar 216 mortes/ano.
  • Dos 840 mil litros retirados dos mananciais brasileiros por segundo, 69% vão para a irrigação, contra 11% para o consumo urbano, 11% para o consumo animal, 7% utilizados pelas indústrias e 2% pela população rural.
  • Para produzir alimentos que forneçam um mínimo de 3 mil calorias, são necessários 3.500 litros de água, em média. Isso equivale a 70 vezes a necessidade de uma família de quatro pessoas.
  • 1 tonelada de açúcar consome 8 vezes mais água do que a produção da mesma quantidade de trigo.
  • Na produção de 1 hambúrguer são gastos 11 mil litros de água – mais ou menos a mesma quantidade disponível para cada 500 habitantes de bairros urbanos que não possuem água canalizada em casa.
  • Caso o número de casas que recebem água tratada aumentasse 1%, 108 mortes seriam evitadas/ano.
  • Cerca de 75% da água que gastamos em nossas casas é gasta no banheiro.
  • Uma torneira pingando desperdiça mais de 190 litros de água por dia. Deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes, joga mais de 19 litros de água pelo ralo. Deixá-la aberta enquanto se faz a barba, gasta de 30 a 60 litros de água.
  • Lavar o carro com mangueira gasta cerca de 570 litros de água.
  • 80% de nosso cérebro é composto por água, então, em vez de “miolo mole”, deveríamos chamar alguém de “miolo molhado”
  • O preço médio da água encanada no mundo é de US$ 1,80 por m3. Cidades como Bangladesh chegam a pagar 250 vezes mais pela água transportada em caminhões.
  • A falta de água potável e saneamento básico mata 6.000 crianças por dia em todo o mundo.
  • Mais de 2,2 milhões de pessoas morrem todo ano e metade dos leitos hospitalares em todo o mundo estão ocupados por pacientes com doenças causadas pela escassez de água potável e tratamento de esgoto.
  • 97% da água existente no planeta Terra é salgada e ocupa mares e oceanos, 2% formam geleiras inacessíveis e apenas 1% é água doce, de lençóis subterrâneos, rios e lagos.
  • 90% da água potável disponível nos países subdesenvolvidos é usada na agricultura.
  • Cada pessoa precisa de 50 litros de água por dia para suas necessidades básicas.
  • Cultivar um quilo de arroz normalmente consome 3.000 litros de água. Fabricar a farinha utilizada para assar um pão francês consome 70 litros de água. A produção de um litro de cerveja consome 25 litros de água.
  • Mais de um sexto da população mundial -18%, o que corresponde a cerca de 1,2 bilhão de pessoas- não tem acesso a fornecimento de água.
  • 40% da humanidade, ou 2,4 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico.

  • Perdas de água devido a fugas, ligações clandestinas e desperdício representam cerca de 50% da água potável e 60% da água destinada à irrigação, nos países em desenvolvimento.
  • Para cada 450 gramas de ouro extraídos dos rios da Amazônia, o dobro de mercúrio é despejado na água. Resultado: cerca de 100 toneladas anuais desse metal envenenam a Bacia Amazônica.
  • Em 20 anos, faltará água para cerca de 4 bilhões de pessoas, ou 60% da população mundial.

  • E aí, ficou assustado com os números? Se você continuar desperdiçando desse jeito, não vai sobrar água nem pros seus filhos, quem dirá pros seus netos!!!

Fontes: Ipea, OMS, Banco Mundial, Nações Unidas, ANA

Você sabia que…

É através de um centro nervoso que o cérebro é ‘avisado’ de que seu corpo tem sede.

Por meio de receptores sensíveis à concentração do sangue, é possível saber se há ou não líquido no organismo.

Uma porcentagem mínima de água é consumida pelo organismo enquanto a água desce pelo tubo digestivo.

A maior absorção ocorre no intestino, onde a corrente sanguínea é amplamente irrigada pela água.

Ao beber água, sensores detectam a presença de água e indicam ao cérebro se a sede está ou não saciada.

Quando o corpo está hidratado, o sangue distribui melhor os nutrientes que transporta.

Quando o nível da água diminui, a pressão cai, a circulação fica lenta e o organismo sofre.

O coração faz mais esforço na tentativa de bombear o sangue para todo o corpo, as células cerebrais recebem pouco oxigênio, diminuem a atividade e o rim filtra menos toxinas.

Sensores nos rins percebem o baixo nível de água em nosso organismo e a pessoa pára de urinar.

A água é rica em sais minerais e não contém calorias.

Os sais minerais são importantes para a formação óssea, para consolidar fraturas e para o bom funcionamento do sistema nervoso.

O potássio encontrado na água é fundamental para prevenir problemas estomacais, fadiga, estresse e dificuldade de raciocínio.

O cloreto contribui para o bom funcionamento do intestino.

A água é um componente presente em todos os órgãos e é a substância mais abundante no nosso corpo.

O organismo de um adulto não suportaria mais do que 4 dias sem água e até semanas sem alimento.

A massa corporal de um recém-nascido chega a ser composta de 80% de água.

Em pessoas com mais de 60 anos de idade, a água representa apenas 50% do total da massa corporal.

Ao comer alimentos sólidos também estamos ingerindo líquidos.

Durante as dietas de emagrecimento, por exemplo, quando a quantidade de alimentos ingeridos é reduzida e a queima de gorduras é maior, recomenda-se tomar mais água para não desidratar.

Para o judaísmo e islamismo, banhar os mortos com água purificada simboliza a passagem para uma nova vida.

A Bíblia menciona a palavra água 442 vezes.

Todos os anos, mais de 1,5 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por falta de água.

Desse total, cerca de 90% são crianças de até 5 anos de idade.

Fontes: Organização Mundial de Saúde e sites da internet

Itapira, cidade do interior de São Paulo,  entrou para um ranking especial na última quinta-feira dia 17 de outubro: tornou-se uma das poucas cidades no Brasil com 100% de esgoto tratado. Com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto de Eleutério, não só a zona urbana, mas também a zona rural da cidade passou a contar com 100% de tratamento de esgoto. Que mais cidades sigam este exemplo! Nossa saúde e o ambiente agradecem!

Leia mais:

Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ttp://www.assemae.org.br/)

O consumo de água para uso doméstico e industrial caiu, entre 2002 e 2006, em 62 cidades que fazem parte das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Para abastecer 4, 5 milhões de habitantes, era preciso captar 17,37 m³/s em 2002; em 2006, os 17,05 m³/s captados abasteceram 5,2 milhões de habitantes.

Foi a indústria que mais economizou água: o consumo caiu de 14,56 m³/s para 13,56 m³/s entre 2002 e 2006. Este foi o resultado do “relatório da situação dos recursos hídricos das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí”, divulgado no dia 5 de outubro.

O tratamento de esgoto doméstico, que é a principal medida contra a poluição das águas, também melhorou: subiu de 17%, em 2002, para 40% em 2006. Estamos aprendendo a lição!

Mas ainda falta muito! O consumo de água por habitante continua alto: 345 litros por dia, em média! Instituições internacionais recomendam que a utilização seja de 200 litros por habitante por dia. Além disso, 37% das águas captadas são desperdiçadas no sistema de abastecimento.

É muita água que vai embora! Não basta só a gente economizar em casa. Administrar os recursos hídricos para evitar perda também é fundamental.

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Muita água ainda vai embora pelo ralo… 

Fonte: Consórcio Bacias CPJ – Outubro de 2007 – Relatório de Situação: Consumo de água diminui e tratamento de esgoto aumenta nas bacias PCJ (http://www.agua.org.br/)

Esgoto de BH é azul!

Água de esgoto azul. Dá pra acreditar? É que o rio das Velhas, que recebe parte do esgoto da região metropolitana de Belo Horizonte, está contaminado por algas azuis, outro nome para “cianobactérias”.

Então, se você pensou que o esgoto que anda saindo de BH é bem limpinho, enganou-se redondamente. Como faz tempo que não chove e o sol está forte, essas bactérias, que adoram esgoto doméstico, estão fazendo a festa no rio das Velhas. A contaminação está 130 vezes maior que o considerado ideal para o consumo humano, segundo o Ministério da Saúde (até 10.000 células por mililitro d’água).

Em excesso, as algas azuis alteram a cor, o cheiro e também o sabor da água. E pior: podem causar coceiras e diarréia em quem consome, entre outros problemas de saúde. Por isso é tão importante tratar o esgoto!

A poluição é tanta, que mesmo quando o rio das Velhas encontra as águas do São Francisco, o velho Chico, a diluição não é suficiente para diminuir a concentração de cianobactérias. As populações ribeirinhas estão sofrendo: não podem consumir a água nem dela tirar seu sustento, porque a pesca foi proibida no local.

Leia mais:

Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (http://www.assemae.org.br/)

Jornal nacional – Últimas edições – 18.10.2007: Rios contaminados em Minas Gerais (http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1657175-3586-744413,00.html)

Cidadão defende córrego

Boa notícia! Um cidadão de Presidente Bernardes, no estado de São Paulo, conseguiu que o riacho Guarucaia, que fica vizinho de sua casa seja preservado. Imagine que você more nas vizinhanças de um presídio. Daí, todo o esgoto deste presídio é jogado no rio do bairro que deveria ser usado para o seu lazer.

Parecido com o que reportamos sobre o ribeirão Jacuba neste blog, não é? Então… Segundo notícia do portal do STJ, o juiz deu ganho de causa ao morador que reclamou…

Confira a notícia no site: http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=85113

Imagina você sair da praia e, ao chegar em casa, não conseguir tomar banho ou lavar a louça do almoço. Isso pode ocorrer em nove cidades da baixada santista, durante o feriado prolongado do dia das crianças, comemorado em 12 de outubro.

Segundo reportagem publicada no jornal Folha de S.Paulo, as cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Peruíbe, Mongaguá, Itanhaém e Guarujá podem ter falta de água. A baixada santista teve 80,9% menos chuva que o mesmo período do ano anterior, em setembro.

Lembre-se que economizar água é fundamental.

Fonte: Folha de S.Paulo – Cotidiano – 11/10/2007: Falta d’água ameaça o litoral de SP no feriado (disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1110200711.htm somente para assinantes da Folha ou do UOL)

Com a falta de chuvas, já começou o racionamento em algumas cidades do interior de São Paulo. Segundo reportagem publicada pela Folha Online, rodízios e racionamentos de água são adotados por prefeituras. Veja os casos:

- Itu: racionamento diário das 6h às 8h.

- São Pedro: Racionamento começa nos próximos dias. Abastecimento de água será suspenso todos os dias das 12h às 17h.

- Indaiatuba: Mananciais estão no limite da capacidade.

- Capivari: Algumas regiões sofrem com a falta de água.

Precisamos economizar água!

Fonte:
Folha Online – Cotidiano – 10/10/2007: Seca já causa racionamento no interior de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u335672.shtml

São Paulo registrou, em setembro, o menor índice de chuvas em sete anos. A média do período é de 69,5 mm, mas choveram apenas 11,1 mm este ano. Com a falta de chuvas, o nível dos reservatórios está cada vez mais baixo.

O sistema Cantareira, que fornece água para moradores da região metropolitana da cidade de São Paulo, estava com 32,7% de sua capacidade, em 8 de outubro. O nível deste reservatório era de 45% no mesmo período do ano passado.

Os dados são da Folha Online. Em entrevista concedida à reportagem, o superintendente de produção de água da Sabesp, Hélio Luiz Castro, disse que a empresa não pensa em racionar água, mas pede a colaboração da população para evitar desperdício.

Nestes tempos de mudanças climáticas e aquecimento global, o enigma é saber se e quanto choverá em outubro. A média histórica para o mês é de 132,8 mm.

Fonte: Folha Online – Cotidiano – 09/10/2007: Nível do sistema Cantareira cai; Sabesp descarta racionamento (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u335050.shtml)

Em Hortolândia/SP. o histórico descaso com o ribeirão Jacuba, que corta a cidade, tem causado sérios problemas aos moradores. Além da poluição e do assoreamento, no período das chuvas o ribeirão transborda, invadindo quintais, casas, ruas e avenidas.

Nem mesmo o centro da cidade escapou das inundações. Devido à longa extensão do Jacuba, muitos bairros já foram atingidos pelas conseqüências das enchentes.

Bairros como Jd. Santa Emília, Jd. Aline, Vila Guedes, Vila São Francisco, Jd. Novo Ângulo, entre outros, já foram destaque de notícias relacionadas a áreas de risco, rachaduras que comprometem as estruturas das casas ou mesmo desocupações de residências consideradas perigosas para habitação.

A prefeitura de Hortolândia alega que tem tomado providências, como a construção de casas populares, em convênio com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no Jd. Amanda, destinadas às pessoas com esses problemas em suas moradias.

Além disso, de acordo com a Siurb (Secretaria de Infra-estrutura Urbana), está sendo feita a limpeza na extensão do Ribeirão Jacuba, a fim de evitar os danos causados pelo alagamento.

Fontes: Jornal Todo Dia, datas: 23/02/2007; 23/07/2005; 16/07/2005 e 09/07/2005.

Guerra pela água

Luta pela água em países vizinhos. O que hoje parece cena de filme pode se tornar realidade. E não vai acontecer daqui a varios anos, não! Esse é o tema principal de um artigo publicado na revista Eco de julho de 2007. Um dos autores é Mikhail Gorbachev, ex-primeiro ministro da Rússia, e Presidente da Cruz Verde Internacional.

O artigo “As mudanças climáticas e a segurança hídrica” relaciona o aquecimento global com a falta d’água no mundo todo. Ao ler a publicação, você pode pensar: “mas ele fala sobre a África”, só que você está esquecendo que a bacia do Prata reúne muitos rios e fica no sul do nosso país. Ela pertence ao Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai e daí que talvez seja bom pensar numa preservação conjunta e articulada.

As mudanças climáticas e a segurança hídrica
Mikhail Gorbatchov e Jean-Michel Severino
Revista ECO 21 de julho de 2007
Leia em http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1579

 Bacia Hidrográfica de Campinas

O Capivari, o Jaguari, o Capivari-Mirim e o Atibaia são os principais rios que cortam o município de Campinas, e o último deles é de especial importância para o abastecimento de água do município, já que grande parte da captação é feita na sua bacia.

Apesar de contar com um nível satisfatório de rios e córregos, Campinas enfrenta diversos problemas em relação à disponibilidade hídrica, tanto pela sua contaminação quanto pela sua escassez em determinadas épocas do ano.

O crescimento urbano, no entanto, tem criado um dilema para as instituições gestoras dos recursos hídricos da cidade. De um lado, observa-se um aumento do consumo de água pela população; de outro, uma perda progressiva na qualidade e na quantidade desse recurso natural.

Atividades de gerenciamento e fiscalização do uso da água são, portanto, fundamentais para a manutenção da qualidade de vida da população.

Fonte: Subsídios para Elaboração e Implantação da Agenda 21
do Município de Campinas – SP –
Diagnóstico Ambiental de Campinas – Água (www.agenda21cps.cnpm.embrapa.br/analise/agua/index.html)

Vejam que boa notícia. Foi criada a primeira reserva de fauna do Brasil. Localizada em Santa Catarina, a baía da Babitonga é prioridade na preservação ambiental, devido à sua rica biodiversidade, com bosques de manguezais e fauna abundante. 
 

Mas a má notícia é que a baía sofre degradação. A ocupação humana ao longo dos anos tem gerado poluição das águas por efluentes (esgotos) industriais e domésticos, e assoreamento (preenchimento da baía com depósitos de terra).
 

O assoreamento ocorre devido ao  desmatamento, à pesca e caça predatórias e clandestinas, à ocupação ilegal, às obras mal-dimensionadas e aos aterros.


 Leia mais: http://www.icmbio.gov.br/ascom/conpub.htm

Pois é, a problemática da água é muito mais ampla do que a maioria das pessoas imaginam. Segundo organismos internacionais como a FAO, que tem um setor que só estuda problemas hídricos, e de especialistas do Brasil ligados à SABESP, a falta de água pode atrapalhar o funcionamento de muitos setores que são os responsáveis pelo pão de cada dia de muitos cidadãos.
 

A idéia é um pouco óbvia, mas, muitas vezes, a gente não pará para pensar. Veja você, os setores que estão relacionados como os que usam a água muito intensamente: agricultura, indústria pesada, laticínios, turismo baseado em água, indústrias têxteis, hospitais, navegação, postos de gasolina.

Bom, um primeiro problema é que se faltar água, tudo pára. O que é péssimo, convenhamos, mas um outro problema é que a água usada – que vai para o esgoto –  sai poluída com agrotóxicos, metais pesados, combustíveis, material orgânico passível de contaminação microbiológica etc.
 

Segundo os especialistas, da CETESB, que é uma instituição que toma conta da água que sai pelo esgoto, esta água precisa ser monitorada e tratada antes de ser descartada. Então, o que o artigo da FAO diz é que as ações neste sentido, quando possível, devem ser articuladas, porque ações fragmentadas são muito mais caras e menos eficientes.
 

Fonte: FAO Water website (http://www.fao.org/nr/water/)

Anotem aí. Acontecerá em Florianópolis, de 22 de 24 novembro, um evento que visa discutir como é possível fazer a gestão e o reuso da água industrial. Este é o foco deste nosso blog, falar de recursos hídricos, e vale a pena acompanhar as notícias.

Em tempo: segundo o dicionário Aurélio, gestão vem de gerência, administração, ou seja, estudar, providenciar e tomar conta dos recursos hídricos… O nome do evento é III Workshop sobre Gestão e Reuso da Água na Indústria. Para você saber mais, acesse…
http://www.feesc.org.br/floripaworkshop

Vamos economizar água? Com a falta de chuvas que atingiu o país em agosto e setembro, o nível dos reservatórios em são Paulo está muito baixo. Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, o sistema Cantareira estava com apenas 39,2% da capacidade, e o Guarapiranga, com 47,4%, em 12 de setembro de 2007.

A Sabesp declarou à reportagem da Folha que o consumo de água está elevado, comparável ao registrado no alto verão. Traduzindo em números: No verão, o consumo varia de 64 mil a 65 mil litros por segundo. Neste inverno, o consumo atingiu a marca de até 68 mil litros por segundo.

Segundo dados do livro “O Atlas da Água”, mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável, e até o final do século, 3,2 bilhões sofrerão com escassez. Precisamos preservar nossos recursos. A economia de água é fundamental!

Fontes:

Folha Online – Cotidiano – 12/09/2007 – Nível de água nos reservatórios de SP preocupa, diz Sabesp (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u327739.shtml)

Robin Clarke, Jannet King, “O Atlas da Água – O Mapeamento Completo do Recurso Mais Precioso do Planeta”. Publifolha. São Paulo. 1a. edição, 2006

Esta notícia saiu na Revista da Indústria. Como era de se esperar, a reportagem fala que a distribuição de água no nosso país é muito desigual. Isto é, os 20% mais ricos do nosso país possuem água em excesso, como nos países ricos. Enquanto isso, os 20% mais pobres possuem muito pouca água, como acontece em países muito pobres, como o Vietnã.

Destinada a resolver o problema, foi criada uma lei que permite que o setor privado explore este mercado de tratamento e de distribuição de água.
 

A chamada Lei de Saneamento, foi sancionada em fevereiro deste ano, e cria agências fornecedoras de água. Elas estabelecerão o valor das tarifas e a qualidade dos serviços. Poderão ainda cortar a água após 30 dias, por falta de pagamento.
 

Os investidores contarão com a garantia de fundos estabelecidos pelos municípios e pelos estados. Com esta nova lei, segundo a reportagem, a participação da iniciativa privada no fornecimento de água deverá ser ampliada de 5 para 30% em 10 anos. A conferir… 
 

Os incentivos fizeram com que até concessionárias públicas – como a SABESP, considerada muito eficiente neste setor – passem a se interessar em atuar em outros estados do Brasil, como no Nordeste.

Fonte: Revista da Indústria, Maio de 2007.

A cólica renal é uma das dores mais severas que uma pessoa pode sentir. É claro que você não vai querer ver para crer, não é? Por isso, saiba que beber água ajuda a prevenir a formação de pedras nos rins, responsáveis por aquela terrível cólica.

De fato, as pessoas que vivem formando pedras nos rins são orientadas pelos médicos a aumentar a ingestão diária de água. É recomendável que elas bebam pelo menos dois litros de água por dia.

E não vale tomar refrigerantes ou outras coisas do tipo, pois essas bebidas contêm partículas que podem ajudar a formas as tais pedras.

A situação se agrava em regiões quentes (onde transpiramos mais e perdemos mais água) e secas (onde a umidade do ar está reduzida).

E por que a ingestão de água diminui o risco de formação de pedras nos rins? Beber água aumenta a quantidade de urina, diluindo as partículas que formam as pedras. Essa diluição favorece a saída dessas partículas junto com a urina e impede que elas se depositem nos rins para formar pedras. Da mesma forma, o excesso de transpiração reduz a quantidade de água no corpo e, portanto, o volume de urina, o que requer uma ingestão maior de água quando estamos em locais ou épocas do ano mais quentes.

Mas é bom lembrar: nada deve ser consumido em excesso. Nem água. Afinal, os alimentos também têm água! Para quem não costuma sofrer de pedras nos rins, um litro de água em cada um daqueles dias de agradáveis temperaturas amenas – ou mesmo no inverno – é suficiente. A não ser que você seja um atleta ou um praticante de exercícios físicos; nesse caso ou nessas ocasiões, deve beber um pouco mais.

Fontes: Texto elaborado com base em dois artigos científicos disponíveis on line:
http://www.sbn.org.br/JBN/23-4/v23e4p205.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ramb/v45n3/1658.pdf

A falta de água, problema já velho conhecido da população de Hortolândia (Região Metropolitana de Campinas) insiste em permanecer. Em vários bairros da cidade o abastecimento ocorre apenas durante a noite e, em alguns dias da semana, não se mantém durante o dia. Isso leva os moradores a investir em caixas d’água e reservatórios para armazenar a água durante a noite ou nas primeiras horas do dia.

Nos finais de semana o caso se agrava: sem aviso prévio de racionamento ou interrupção, a água simplesmente não aparece nas torneiras. Nesse último sábado, 22 de setembro, o bairro Jardim Nossa Sra. de Fátima, por exemplo, não recebeu uma gota sequer durante todo o dia.

Tarefas domésticas necessárias, que as donas de casa que trabalham fora só podem realizar nos finais de semana, ficam acumuladas para o próximo abastecimento, que também não tem previsão de ocorrer. A lavagem da roupa, a limpeza da casa e até mesmo aquele almoço especial com a família são prejudicados ou adiados.

A esperança é de que a água volte às caixas à noite, porém isso pode não acontecer, como, apesar da revolta, já estão ficando acostumados os hortolandenses.

O crescimento vertiginoso das cidades, a poluição dos recursos hídricos e o aumento do consumo individual de água tornam cada vez mais escasso o recurso natural água.

Preocupada com este quadro, a Sabesp adotou uma política de incentivo ao uso racional da água que envolve ações tecnológicas e mudanças culturais para a conscientização da população quanto ao desperdício de água.

Em 1996, foi criado o Programa de Uso Racional da Água – PURA, um programa de combate ao desperdício.

Veja as dicas da Sabesp para economizar água em casa:

Banho
Tome banho de 5 minutos. Feche o registro ao se ensaboar. Reaproveite a água que cai do chuveiro para lavar a roupa ou qualquer outra atividade da casa. Para isso, coloque um balde ou bacia embaixo para armazenar aquela água.

Ao escovar os dentes
Molhe a escova e feche a torneira enquanto escova os dentes. Enxágue a boca com um copo de água.

Descarga e vaso sanitário
A descarga gasta muita água. Não use a privada como lixeira ou cinzeiro. Nunca acione a descarga à toa. Mantenha a válvula da descarga sempre regulada e conserte os vazamentos assim que forem notados.

Na cozinha
Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só aí, abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e, então, abra a torneira novamente para novo enxágüe. Só ligue a máquina de lavar louça quando ela estiver cheia.

Na higienização de frutas e verduras, utilize cloro ou água sanitária de uso geral (uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos). Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos.

Área de serviço
Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana. Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal ou a área de serviço. Aproveite a água do tanque ou máquina de lavar e lave o quintal ou a calçada, pois a água já tem sabão.

Jardim e piscina
Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira. A rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda. Assim, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por dia! Cubra a piscina com uma cobertura (encerado, material plástico).

Calçada e carro
Use a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa. Se houver uma sujeira localizada, use a técnica do pano umedecido com água de enxágüe da roupa ou da louça. Use um balde e um pano para lavar o carro ao invés de uma mangueira. Se possível, não o lave durante a estiagem (época do ano em que chove menos). Lave o carro somente uma vez por mês.

Fontes:

Sabesp: Uso racional da água (http://www.sabesp.com.br/CalandraWeb/CalandraRedirect/?temp=2&temp2=3&proj=sabesp&pub=T&nome=Uso_Racional_Agua_Generico&db=&docid=0559F0B0B4127513832570D1006527A2)

Sabesp: Economia em casa (http://www.sabesp.com.br/CalandraWeb/CalandraRedirect/?temp=2&temp2=3&proj=sabesp&pub=T&nome=Uso_Racional_Agua_Generico&db=&docid=DAE20C6250A162698325711B00508A40)

Se você se contenta em saber que a água que você bebe está livre de coliformes fecais, pode começar a se preocupar.

Substâncias químicas derivadas dos remédios que a população consome, hormônios sexuais de pílulas anticoncepcionais e produtos industriais foram encontrados na água consumida em Campinas e região.

O sistema de purificação padrão não dá conta de eliminar esses tipos de substâncias da água e isso pode trazer sérias consequências à saúde, a longo prazo.

Veja a pesquisa completa no site: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/dezembro2006/ju346pag03.html

Bebida com gás engorda

Quem consome bebidas gaseificadas, mesmo água com gás, tende a ganhar mais peso do que os que ingerem água natural. É o que sugere um estudo realizado por pesquisadores da USP e da UNESP.

Na pesquisa, os ratos que ingeriram água com gás quatro vezes ao dia apresentaram um aumento significativo do tamanho do estômago, que teria provocado, por sua vez, um consumo maior de alimentos.

O trabalho, publicado na Acta Cirurgica Brasileira, pode ser lido na íntegra em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-86502004000300007&script=sci_arttext